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Corsan

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R. Jorn. Maurício Sirotsky Sobrinho, 354 - Rio Grande, RS

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Projeto de Restauração

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Museu da Água: Um Projeto de Resgate Histórico e Sustentabilidade pelo Studio1 Arquitetura

A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em parceria com o Studio1 Arquitetura, aprovou no IPHAE o projeto de restauração do reservatório metálico e a requalificação do Museu da Água na cidade de Rio Grande.

Localizado no envoltório de alvenaria do reservatório metálico, importado da Escócia e construído em 1873, o projeto arquitetônico valoriza o reservatório como um monumento.

O Projeto desenvolvido pelo Studio1 Arquitetura, o novo conceito do Museu da Água foi concebido para integrar patrimônio histórico, educação ambiental e arte. O espaço quando pronto abrigará palestras, eventos e exposições sobre saneamento e sustentabilidade, resgatando a memória do setor no Rio Grande do Sul. Além disso, o museu conta com uma escultura do escultor Xico Stockinger, enriquecendo o acervo cultural do local.

Com um conceito arquitetônico que harmoniza passado e presente, o projeto reforça o compromisso do Studio1 Arquitetura com a preservação do patrimônio, a inovação e a conscientização ambiental, transformando um símbolo do saneamento em um legado para as futuras gerações.

O Museu da Água será uma realidade com a produção e gerenciamento cultural da Cult Projetos Culturais e captação de recursos da Práxis Gestão de Projetos.

Localizado na Vila Hidráulica de Rio Grande, o Reservatório é um importante patrimônio histórico tombado pelo IPHAE, cuja história remonta a 1875. Construído em ferro fundido e chapas de aço carbono, a estrutura foi projetada para integrar o sistema de abastecimento de água l, abrigando posteriormente o Museu das Águas, hoje desativado.

O conjunto tombado compreende não apenas o grande reservatório metálico, mas também três edificações em alvenaria. A estrutura principal é um cilindro com capacidade para 1,5 milhão de litros, sustentado por um sistema de 20 pilares externos, 24 pilares intermediários apoiados em vigas "I", quatro pilares centrais e um pilar central que ancora uma escada em caracol de ferro fundido. O acesso ao topo se dá por essa escada, que atravessa o interior do reservatório e conduz a um mirante aberto com guarda-corpo vazado e cobertura metálica de formas sinuosas.

Circundando o reservatório, destaca-se um envoltório em alvenaria, que por poucos anos sediou o Museu das Águas, com cobertura em telhas cerâmicas tipo capa-e-canal.

Completando o conjunto histórico, duas edificações em estilo art-déco, provavelmente construídas entre as décadas de 1940 e 1950, abrigavam a oficina e a administração do complexo. Estas construções mantém características marcantes do estilo, como volumes geometrizados, platibandas com arremates característicos e os frisos verticais e horizontais que valorizam seus vãos e fachadas, formando um conjunto arquitetônico de grande valor histórico e cultural para a cidade.


História:

Construído no século XIX para solucionar o problema de abastecimento de água na cidade de Rio Grande, o reservatório metálico integra um capítulo fundamental da história do saneamento no Rio Grande do Sul. Sem cursos d'água passíveis de represamento, a solução encontrada foi a captação de água do lençol freático nas dunas próximas à cidade.

Em 1870, o governo da Província firmou contrato com o empresário Hygino Corrêa Durão para implantação da primeira rede de distribuição de água de Rio Grande, simultaneamente à instalação da Companhia Hidráulica Pelotense. As obras das duas cidades ocorreram em paralelo, utilizando reservatórios metálicos encomendados à empresa escocesa Hanna, Donald & Wilson, sediada em Paisley. Fundada em 1816, a firma destacava-se na fabricação de navios e estruturas em ferro.

Os reservatórios de Rio Grande e Pelotas representam a arquitetura do ferro no Brasil. A importação de estruturas pré-fabricadas europeias, na segunda metade do século XIX, permitiu a construção de edificações de grande porte em tempo reduzido. Não se tem conhecimento de outras caixas d'água metálicas, com dimensões equivalentes, exclusivamente destinadas ao abastecimento público no país.

A iniciativa refletia a preocupação com o saneamento urbano diante das precárias condições sanitárias e frequentes epidemias. No Rio Grande do Sul, essas reformas chegaram em meados do século XIX, após a Revolução Farroupilha.

O reservatório de Rio Grande tem capacidade para 1,5 milhão de litros, com quatro metros de altura e vinte e seis metros de diâmetro. É sustentado por 45 colunas de ferro fundido, com acesso ao mirante superior por escada central em caracol. Uma placa fixada à coluna central registra sua fabricação em 1876, na usina Abbey Works, na Escócia.

As obras da Hidráulica Rio-Grandense foram concluídas em 1877. Em 2002, o prédio circular ao redor do reservatório abrigou o Museu das Águas, atualmente desativado. O reservatório encerrou suas atividades em 2010. Tombado pelo IPHAE em 2013, o conjunto permanece como testemunho da arquitetura do ferro e do pioneirismo do saneamento no estado.

Museu da Água de Rio Grande

Patrimônio Cultural

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