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Fundação O Pão dos Pobres terá memorial em Porto Alegre
GZH

Uma das mais importantes e tradicionais instituições sociais do Rio Grande do Sul, a Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio, apresenta nesta sexta-feira (14), em Porto Alegre, uma série de novidades: a conclusão do restauro das fachadas internas, a recuperação final de 800 itens do acervo (atingidos pela enchente) e uma nova etapa do esforço coletivo para preservar a história da entidade fundada em 1895.
Com o término das obras (uma batalha iniciada em 2022 e finalizada graças a apoiadores), o projeto Um Pão para partilhar terá como foco, a partir de agora, inaugurar o Memorial do Pão dos Pobres.
Inicialmente, além do restauro das fachadas internas e da recuperação e digitalização do acervo inundado em 2024, o plano previa apenas o projeto arquitetônico do memorial (isto é, seu desenho).
Com um remanejo de verbas viabilizado junto ao sistema Pró-Cultura RS, será possível concretizar 100% do memorial. Durante a solenidade, ele será conhecido pelos convidados a partir de uma imersão com óculos 4D.
— Estamos muito felizes com tudo isso, porque é um esforço de muitos anos. Valeu a pena. Resgatar a memória desse lugar tão importante tem um significado enorme — destaca Lucas Volpatto, da Studio1 Arquitetura, responsável pelas obras.
É uma grande notícia, não só para a instituição em si, mas para a cidade. A história do Pão dos Pobres caminha junto da história de Porto Alegre.
A edificação foi projetada em 1925 pelo arquiteto alemão Joseph Franz Seraph Lutzenberger (pai do ambientalista José Lutzenberger), para o acolhimento de meninos carentes.
É um dos prédios mais bonitos da Capital, que já sobreviveu a muita coisa, inclusive a duas grandes enchentes (1941 e 2924). Hoje, a entidade filantrópica atende 1,1 mil crianças e adolescentes, com um trabalho sério e reconhecido.
Sobre o memorial:
O Memorial do Pão dos Pobres, cujo projeto será conhecido nesta sexta-feira (você vê acima algumas das projeções do novo espaço), deverá ser entregue em dezembro de 2026.
Financiado pela Lei de Incentivo à Cultura - Pró-Cultura RS, do governo do Estado, o projeto está sendo viabilizado com patrocínio das empresas Vero, Sulgás, Grupo Equatorial, Vitlog Transportes e Cia Zaffari.
A iniciativa de preservação do patrimônio tombado está sob a gestão da Cult Assessoria e Projetos Culturais, com captação de recursos de Cecília Muccillo Daudt (Práxis Gestão de Projetos). Conta com o trabalho do arquiteto responsável Lucas Volpatto e da equipe da Studio1 Arquitetura, além da museóloga Bárbara Hoch e das conservadoras-restauradoras Anice Jaroczinski e Diana Bulcão.
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(Imagens: Lucas Volpatto / Divulgação)